Poesía de André Callegari

Lunes, Mayo 26, 2014 - 16:25
A Falsa Independência.
As margens do riacho do IpirangaAvistei um pescadorCom vara e anzol na mãoFisgando os peixes em sua proclamação.O rio vermelhoDo Ipiranga era sua corDevido ao ato cometidoSangue no riacho brotou.Ainda colhemos o frutoDa proclamação que foi ocorridaOnde a falsidade foi admitidaE a verdade até hoje é escondida.

Viernes, Mayo 23, 2014 - 13:58
Jogo Sujo.
Por quanto tempo caminhareiEnxergando a escuridãoAlmejando um horizonteSem salvaçãoProcurando por bençãoE encontrando a maldição.Há tempos busco por uma respostaE excogitando nas palavras que não me dissesteEu o compreendiPois a imensidão do mar que navegoÉ pouco perto dos fatos que refleti.Hoje!Consigo traduzir suas palavrasConsigo enxergar suas mentirasConsigo me desfazer da ilusão

Viernes, Mayo 9, 2014 - 13:02
Deus Capital.
Um embriãoCom má formaçãoPrimogênito com sede no serradoNascido ao apagar da luzVivendo em um monturo abandonadoCom solidãoSem exceçãoEntornando o sangue purificadoAdorando um Deus encarnadoDesignado a uma vida amaldiçoada.

Lunes, Mayo 5, 2014 - 13:30
O Escultor.
Sem espátulaSem formãoApenas uma caneta, papel e coração.Trabalho árduoDe sol a solCom eloquênciaSentenciando toda forma de negligênciaTraduzindo o sofrimento do miserávelEsculpindo em meio a frases os seus problemasObservados através do seu próprio testemunho.Uma obra cinzelada na dorExpondo o alabastro e o seu feitorApontando em alto relevo todas as formas de tiraniaUma hierarquia com condenaçãoA glória desvirtude do oponente

Miércoles, Abril 16, 2014 - 13:22
Estamos Chorando.
Um sorriso lindoPura gentilezaDesfez-se ao cair de uma lagrimaExpressando toda a tristezaDe uma belezaDa formosuraDe uma vida amargaDa indelicadezaDo tom agressivo da natureza.Encarcerada na prisão do desejo alheioE marcada pelo orgasmo do seu genitorA morte lhe servirá como alivioE a lágrima que cai de seus olhosEcoa como um avisoVenham me libertar!

Martes, Abril 15, 2014 - 13:24
Solilóquio.
Que sociedade lindaQue sociedade belaDe bastarda derrotada, a cinderela.Refugamos o rotulo da pobrezaAtravés de mentirasAtravés de incertezas,Adiamos o final da novelaSem nenhum interesseSem nenhum conflitoApenas devaneios.Tragamos a alucinação da justiçaComo um perjúrio para a igualdadeDenotando a si próprio em um pedestalRatificando como pretexto a pazSem euforia

Jueves, Abril 10, 2014 - 08:38
Ganância.
A ganância do homem esculpiu a sociedadeProliferou a desigualdadeDisseminando a ideia do acumuloPara o bem-estar de um certo consumo.A ganância do homem quebrou barreirasTranspassou o sentido do serTirando do seu coração a videiraColocando no chão concreto e cobrindo-o com madeira.Agora! Tudo faz sentidoO ideal é não sermos ouvidosO real a nós não é vendidoE o fardo que carregamos não é comedido.

Lunes, Abril 7, 2014 - 11:56
Reflexão.
A terra girouO tempo passouA sociedade mudouE eu envelheci.Observo a tudoMas nada faz sentidoO amor, a felicidade e a riqueza.Observo a todosE ninguém me traz sentido.É! Acho que envelheci,Já é hora de partirA minha interpretação apoquentadaNão se dissolve como o sal dentro de um copo d’água.É! Já é hora de partir,Acho que envelheci

Lunes, Marzo 24, 2014 - 15:23
À Ferro e Fogo.
Santos inocentesA mercê de demônios eloquentesCom sua argúcia influenteTranspassando o inconsequente.Vetos e votaçãoCapitalismo sem abstençãoDestinando a prole a subordinaçãoDa incompetência de um sistema sem razão.Argumentos irrefutáveisSão criados e alimentadosPara a nação,Para o nascer,Para o serE para todo o sofrer.

Lunes, Marzo 24, 2014 - 15:22
Exército do Mal.
O primeiro batalhãoDirecionando a decisãoNecessitando de votaçãoPara armar seu alçapão.O segundo batalhãoEscondeu a notável repressãoCom o argumento informativoDistorcendo o nosso senso comunicativo.O terceiro batalhãoTem o capitalismo como guiãoDoutrinando a sociedade pelo bolsoRegulando as ações em troca de um prato de almoço.

Viernes, Marzo 7, 2014 - 20:46
Enigma.
Ao vivo e a coresSem rumoresExistem vários roedoresNos corredoresCom más intenções nos bastidoresDisfarçando-se de credoresAteando fogo e recolhendo os extintores.Tudo no papelTimbrado e assinadoSem choro pelo leite derramadoSem esforço pelo sangue jorradoSem amor pelo irmão que morreu ao seu lado.

Sábado, Marzo 1, 2014 - 13:46
Meu Navio.
Ancorado em mar revoltoHasteado com a bandeira da opressãoIdentifico o meu navioJunto com toda a tripulação.Sujeito da dominação do oponenteMesmo nu a quem me desmente,Forçado a navegar em um mar corrompidoVou disparando o meu canhão com um único objetivo.Pragmático, escaldado e insanoA ancora do meu navio estou içandoA bandeira da opressão estou retirandoE um futuro mais justo para a minha tripulação estou buscando.

Jueves, Febrero 27, 2014 - 13:26
Víboras.
Como uma víbora sorrateira surge o estadistaGalgando em seu corcelUivando no posto de coronel.Como presas efêmerasEnvenenadas pela peçonha da ilusãoSeguimos morrendoNão de corpoSim de almaSim de espírito.Como víbora sorrateira surge o estadistaBem vestido, bem amparado,Destemido e amaldiçoado.

Miércoles, Febrero 19, 2014 - 14:19
Lavagem Para os Porcos.
Meu avô tratava seus porcos com lavagemRecolhia o que de pior sobrava na mesaColocava em um baldeE os entregava com toda gentileza.O mesmo acontece nos dias de hojeO governa recolhe as sobrasIntitula como oficio do políticoE entrega para a populaçãoQue ausente de sabedoria toma a iniciativa da aceitação.Até quando vamos ficar com a lavagemAté quando vamos viver no chiqueiroAté quando vamos aceitar o que sobra.

Martes, Febrero 4, 2014 - 18:39
Se existisse amor.
O inverno prevaleceuCongelou corações políticosO que refletiu na tristeza de quem mora no sertãoAquele cujo um pingo d’águaFaz reviver uma emoção.Cada pingo do meu serNão chega a tocar o chãoToda água que no sertão faltaNão da conta de encher um coração.Não vejo falta d’águaInterpreto como falta de amorA uma cultura prevalecente e relutanteQue fez de seu povo um esplendor.
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